quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Signo: Escorpião

Este é mais um signo de estabilidade e fixação, voltado para o relacionamento e seus produtos: o filho, as posses em comum, a criatividade.
A posse e a propriedade - do corpo, do afecto, dos bens - se manifesta com toda a intensidade neste signo. Escorpião quer saber o final de tudo que foi feito até Balança. Quer conhecer o que está além e não se contenta com as aparências. Vem daí sua capacidade de revelar segredos, traduzir mensagens subliminares e "reagir com o estômago" a tudo que seja uma ameaça. A atenção que Escorpião dá a seus parceiros é prova disso, assim como sua extrema fidelidade - a pior coisa que se pode fazer a um escorpianino é traí-lo.
Dinâmico, ele é um administrador de crises, para as quais sempre encontra soluções. Escorpião detesta perder o controle, pois confia demais em sua intuição. Dizem que este é um signo relacionado ao sexo e à morte: em seu ápice, o sexo é como a pequena morte que marca uma etapa além da qual todos se transformam.
Na saúde, Escorpião rege o sistema reprodutivo e excretor, ligados a duas características deste signo: reprodução, criatividade e corte de tudo que está apodrecido. Nessa região do corpo está um centro de energia (chakra) responsável pelo sexo. Problemas nesta área resultam em desequilíbrio entre a vontade de perpetuar e o medo de liberar.
Nas profissões, Escorpião se destaca como um pesquisador nato, cheio de sagacidade, que vai em busca dos mistérios. A cirurgia, porque sabe extirpar corpos estranhos; a sociologia e a ciência política, porque sabem fazer isso no corpo social; a psicologia, porque favorece o mergulho nos mares remotos e infinitos do psiquismo humano, têm tudo a ver com este nativo. Na administração pública, Escorpião também se dá bem porque sabe gerir os recursos alheios em prol do bem comum.
No amor, Escorpião vive uma paixão intensa e mergulha de corpo e alma no outro. Mas este nativo pode guardar segredos, porque no fundo teme perder o controle. Por outro lado, tem sempre força suficiente para fazer renascer um relacionamento que parecia estar no fim. As "dores-de-cotovelo" do Escorpião são terremotos, nos quais afunda com toda a sua alma para depois renascer, mais sábio e mais forte.Seu elemento é a Água; sua pedra é a granada; seu metal é o ferro; suas cores são o vermelho-sangue e o vermelho-arroxeado.Regentes: Marte (tradicionalmente) e Plutão (modernamente)

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Sentidos do amor

O amor é um sentimento de grande pureza e jamais poderá ser confundido com sentimentos primitivos criados por seres, que apesar de maravilhosos pela sua grandeza, continuam a dedicar a sua existência a valores vazios e inúteis, que apenas os transportam para uma condição de vítimas indefesas , e todo o egoísmo que a envolve. O sofrimento é uma dádiva da vida para o desígnio da mudança, e faz falta para que nos apercebamos que a vida não é nada disto. A escolha do nosso caminho é nossa. O modo como o percorremos, os sentimentos que temos, as emoções que demonstramos, apenas dependem da coragem de abraçarmos esse objectivo pessoal. Imaginem a frustração de colocar tudo nas mãos dos outros. Acordem para uma realidade menos centrada no nosso umbigo, onde somos parte de um objectivo comum e tudo o que fazemos tem influência numa realidade global. Olhemos para dentro, para o princípio e tenhamos percepção de acordar para uma vida com sentido. Não sejamos meras marionetas de um espectáculo que nem sequer é o nosso.

domingo, 16 de novembro de 2008

Ausência


Com bastante insistência continuei batendo à tua porta. Pensei que estarias sempre disponível para me ouvir, mesmo que tudo o que tinha para te dizer, não passassem de palavras ausentes de um total sentido requerido, numa conversa perdida. Foi um momento de dor e pura insatisfação, ao sentir o vazio que despejavas por entre as frinchas das muralhas erguidas, em volta do teu refúgio. Tentei uma e outra vez, chamei e também gritei, lutei pela vontade de te ter presente, mesmo que por momentos ausentes, e voltares a ser a minha orientação. Nada, um silêncio gelado penetrava silenciosamente por entre os poros dos meus sentidos, lançando achas de fel no fundo do meu orgulho. Perco a noção do tempo, a vida rodopia em meu redor e sem me aperceber caio desamparado, no pó que é presente. Estendido no empedrado do caminho, sinto a dureza do chão áspero que me ampara, e ouço o som de um peso pungente que se instala no meu corpo derrotado.
Que força é esta que me prende os movimentos e me dissolve em pequenas partículas mergulhadas, num desespero eterno?
De onde surgiu este desigual combate, apoiado pela pura violência de uma alma destroçada?
São meras deduções percebidas por uma certeza errante de um ser, que procura nas sensações, a resposta concreta para um problema da alma. A solução não faz parte do corpo, mas sim de uma forma etérea que nos mantém em constante crescimento através da alternância de sensações.

sábado, 15 de novembro de 2008

Onde cheguei...

Devido à minha vida profissional ser quase toda à volta do imobiliário, a tão famigerada "crise" é para mim uma crua realidade. Os meus dias passam agora devagar, embrulhados num não acabar de problemas, que me mantêm preso a uma nova realidade. Nada posso criar, apenas remediar...Mas para perceberem como aqui cheguei, deixem-me retroceder um pouco, na cadeia de acontecimentos pessoais...
No passado fartei-me de seguir direcções, que apenas me traziam de volta a um princípio desolador, pois sempre procurei a minha orientação no exterior. Nunca me tive em grande conta e sempre achei que perante a sociedade estaria sempre em desvantagem, o que condicionou grandemente a minha aprendizagem. Nos outros, procurava o reconforto das soluções, mas o que encontrava estava muito longe disso, eram apenas portas fechadas ao meu suplicio, e até por vezes, retaliações que nunca tive capacidade de entender. Comecei então a cruzar-me com um conceito, ao princípio muito cinzento e enevoado, chamado espiritualidade, ou seja, a procura interna de uma luz esclarecedora. Continuei a perder-me e a achar-me perdido... pois a altura ainda não tinha chegado. O chamamento continuou a aparecer, para que não perdesse totalmente o rumo (e olhem que bem perto estive), cada vez de forma mais pungente, e de uma maneira quase obrigada fez-me tomar consciência de que teria que o ouvir, de uma vez por todas. Recorri ao Reki, como inicio de uma nova etapa... Tem sido incrível o leque de novas possibilidades e abordagens da mesma realidade que nos envolve... Aí não encontramos milagres, mas sim uma força interna que nos mostra quem somos e que nos ensina que está na grandeza de cada um, a percepção da luz que nos indica o caminho... sem fanatismos e ansiedades!! E onde a cura tem um papel central, quer seja física ou espiritual. Como consequência desta evolução, tenho vindo, há já algum tempo, a pedir ao meu guia respostas para as minhas dúvidas e clarificação do destino a seguir, sabendo eu que as mudanças não se fazem de animo leve, pois é preciso muita coragem ou acontecimentos drásticos que a isso obriguem. Mas nunca esperei que fosse assim tão duro!! Nada ficou no lugar que ocupava anteriormente,e uma autêntica revolução tomou conta da minha vida... Mas no meio deste turbilhão, ainda consigo alguma motivação e sobriedade, para perceber o nascimento de um novo destino, onde tudo o que em mim sempre considerei castrador, encontra uma justificação perfeita.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Sinto-me perdido...


Cheguei a um ponto de total indecisão! Perdido, luto por me manter desperto para as decisões a tomar, de modo a garantir alguma coesão interna que teima em querer partir para parte incerta. Sinto-me levar através do tempo que me tornou ausente, e é cada vez mais difícil evitar a passagem para novas realidades, que de modo algum me são claras, mas que se apresentam perante mim e me obrigam a pensar. Preciso de apoiar-me na bengala do espírito, e aí encontrar o conforto e a calma que necessito... Criar em mim referências interiores que me mantenham à tona da agua. Mas a confusão teima em reinar, e sinto-me desfazer numa antiga clareza que apenas me desilude. A matéria empurra-me nesse sentido, e pede-me resultados lógicos, o espírito mostra-me o caminho contrário, e eu no meio, isolado e desolado, recorro a gritos de silêncio, que me enchem o sonho de ser frágil, e me deixam à deriva no mar eterno...

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Grito de Liberdade

A quem se interesse,

O meu nome é Pedro, tenho 36 anos e sou pai de um menino com 3 anos de idade. Antes de tudo, quero mencionar, que o facto que me traz perante estas linhas, não se remete a um qualquer tipo de simples desdizer, mas a uma tentativa de libertação definitiva, de alguma angústia que teima em se manter agarrada ao meu corpo.
Posso ser considerado um típico português, classe média, que nunca passou reais necessidades, e que pautou a sua vida por um recorrer de procedimentos, comuns a todos nós que vivemos dentro de uma sociedade, e cuja educação serve apenas de veículo para uma mais fácil aceitação dos mesmos. Não que ache que isso esteja errado… ou certo! É simplesmente um facto comprovado da vida.
Um dos pilares, que sempre considerei muito importantes para uma boa sustentação individual e familiar, é o trabalho. Empreender, lutar, amar a camisola, para poder vencer. Poder ser alguém dentro do nosso mundo, poder proteger os que nos são próximo das agruras da vida, poder garantir-lhes um projecto de vida e, dar-lhes uma hipótese de sobreviver. Comprar através da labuta e abstracção, o futuro dos outros. Podemos sempre comentar, que ninguém nos obriga a tomar decisões e que estas apenas dependem de cada um… mas o facto é que, para a maioria dos mortais, a teia de regras em que vivemos dificilmente nos deixam outras alternativas, tanto pela ilusão criada, como pela falta de condições para seguir outros caminhos. Mas a malta até aceita tudo isto de “peito feito”, desde que vá havendo para as coisas mais triviais. Vamos andando, tipo o burrinho atrás da cenoura ou o cão atrás da cauda!!
Mas chega daí um dia, em que o raio da realidade nos bate à porta. Sem grandes alaridos, entra-nos pela casa dentro e começa a tomar conta do nosso dia a dia… Devagarinho, e da pior maneira, começamos a ter consciência, que afinal aquela almofada virtual que nos colocaram nas costas, para nos manter mais confortáveis, é mais dura do que parecia anteriormente, e aquela fundação feita com tanto suor, era apenas de lama e água. E é aí, quando o topo começa a ruir e tudo começa a ser questionável, que sentimos o sabor a fel, da nossa estupidez e falta de alcance.
Mas como podemos nós imaginar a abrangência de tanto egoísmo, narcisismo e pura ganância, que corrói os nossos líderes e gestores, a nível global? Como se constroem impérios mundiais, na base de um grande NADA? Como se brinca com a vida de cada um de nós, e depois nos deixam ao abandono, enquanto os grandes responsáveis continuam impunes e despreocupados com o seu futuro? Iludem-nos com promessas envenenadas e depois simplesmente tiram-nos o tapete e deixam a base mais frágil, à mercê da intempérie, como justificativo para uma saúde financeira das mesmas instituições que não souberam portar-se como verdadeiros veículos para o nosso bem-estar geral.
Por vezes sinto-me quase um ladrão, um aldrabão, que tenta perante as instituições estatais e financeiras, arranjar um meio de me manter a mim e a todos os que trabalham comigo, à tona da água. Como se andasse a pedir algo que não me pertence e que me foi retirado por justa causa, por um sistema que me culpabiliza e pune da forma mais brutal, por não ter sabido gerir as empresas por que sou responsável. Insanidade mental !!!!!!! Eu deixei de viver a minha vida, por troco da sustentabilidade de um tecido empresarial que alimenta o mundo, e por meros conceitos de qualidade de vida que me foram impingidos… Descartei os únicos valores que significam algo, por um objectivo que julguei comum, mas que afinal era só meu. Nunca retirei mais do que devia, vivo num apartamento médio, nunca fiz grandes viagens, nunca comprei grandes luxos, nunca descapitalizei as empresas para me auto-promover, como fazem todos os “grandes gestores” e que depois ainda recebem indemnizações pelo mau trabalho, sem quaisquer responsabilização pelo mesmo. E mais gravoso ainda é, o facto de usarem o nosso dinheiro para tapar buracos deixados por esses “senhores”, nas tais instituições que me consideram um criminoso, quando lhes recorro em auxílio. Já pensaram em perguntar-me se estou de acordo com isso? Quando me “surripiam” dinheiro das contas, debaixo dos mais estapafúrdios justificativos, também nunca me dão oportunidade de contrapor. Leva-me a concluir que a nossa opinião sobre estas coisas, não interessa a ninguém, pela nossa transparência, mas também pelo facto de o nosso único papel ser o de dar ao cabedal, para alimentar a MÁQUINA TRITURADORA! Tantos impostos que pagamos para um ESTADO, que depois nos dá muito pouco e ainda por cima nos massacra, quando nestas alturas lhe pedimos um pouco mais de abertura e menos rigidez nas cobranças feitas, ao que nos responde com um enterrar da biqueira da sua bota nos corpos que já jazem moribundos. Nem sequer respeitam as dívidas que têm aos privados!!!!!!!!! E depois é ver a classe política em duelos de esgrima, mais interessados em não estragarem os trajes que exibem ou de perderem a pose que apresentam, do que tentarem resolver o que quer que seja, relacionado com a nossa vida banal, de meros fantoches presos aos fios que nos dão vida.
E assim se vão passando os dias, hora após hora, minuto após minuto, tentando navegar sem meter água.
Mas quero deixar muito claro, que no final de cada dia ainda consigo agradecer pela oportunidade que me está a ser dada pela vida, de aprender a não cometer os mesmos erros no futuro, e só espero ter forças e coragem suficiente para nunca mais perder o meu tempo com objectivos ocos, e poder me dedicar a tirar prazer real da vida, e a um projecto que realmente deixe no meu filho, uma herança de moralidade, solidariedade e amor, por nós e pelos outros seres deste planeta.

Paz

domingo, 2 de novembro de 2008

AJUDA

Um dos objectivos pessoais que gostaria de poder vir a desenvolver, é o da ajuda solidária a quem dela necessita. Infelizmente é algo que nunca fez parte da minha vida, quer pela parte educacional, quer por vontade própria. Nunca passei por grandes necessidades e basicamente sempre tive aquilo que desejava, sem grande esforço ou trabalho. Tudo era bastante fácil e nunca me apercebi da realidade propriamente dita, com todas as suas armadilhas e enganos. Fui me deixando andar, até ao dia em que toda esta displicência se começa a pagar caro... Se ao menos os pais do nosso mundo se apercebessem do erro que cometem diariamente, ao comprarem as suas crianças, como desculpa egoísta para uma dificuldade, que passa por sentirem remorsos pelo tempo perdido, o que não lhes permite um redondo NÃO, quando isso se impõem. Talvez por isso seja tão importante uma consciencialização dentro da ajuda, neste mundo cruel, que canibaliza os sentimentos de moralidade e amor, com objectos de puro prazer material e simples luxúria. É preciso coragem para mudarmos, mas devê-mo-lo a eles!