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sábado, 19 de dezembro de 2009

Relações

Na intercomunicação das diferentes realidades criadas por cada um de nós, existe um enorme potencial de aprendizagem e conseguinte transmutação das vibrações mais densas, que nos mantêm presos a esta realidade conjunta que co-criamos e a que chamamos terceira dimensão. As relações são uma das pegadas das trocas energéticas, existentes a um nível mais profundo do nosso Ser, onde as emoções representam a estrutura física que liga dimensões paralelas e permite que a troca aconteça, podendo-se dizer que elas são a própria relação. Sem a existência destas "pontes" energéticas, a conexão nunca existiria. No que refere à forma da relação, esta está directamente conectada com o grau vibracional das emoções, pois são elas que permitem que energias de "tipo" idêntico possam atravessar a ligação. Ou seja, o tipo ou o grau vibracional característico de cada relacionamento, é directamente responsável pela aprendizagem experiênciada pelo mesmo.
O relacionamento é uma constante no nosso dia-a-dia, não só através de outros seres humanos, mas também animais, plantas, elementos naturais e artificias, paradigmas, ideias, pensamentos,... e por aí fora, As emoções são como uma malha que interliga tudo o existe na nossa realidade, e por conseguinte tudo o que apresenta um determinado tipo de limitação aparente. Pode-se dizer que estas energias são responsáveis pela criação desta experiência conjunta em terras de Gaia e não só...
São também responsáveis pela percepção do veículo a que chamamos corpo, e é através dele que a experiência física é possível.
A esta malha damos o nome de mente, e é a responsável por esta grande lição chamada existência...
Quando já não houver nada para aprender, podemos voltar para casa...
Até lá!

domingo, 16 de novembro de 2008

Ausência


Com bastante insistência continuei batendo à tua porta. Pensei que estarias sempre disponível para me ouvir, mesmo que tudo o que tinha para te dizer, não passassem de palavras ausentes de um total sentido requerido, numa conversa perdida. Foi um momento de dor e pura insatisfação, ao sentir o vazio que despejavas por entre as frinchas das muralhas erguidas, em volta do teu refúgio. Tentei uma e outra vez, chamei e também gritei, lutei pela vontade de te ter presente, mesmo que por momentos ausentes, e voltares a ser a minha orientação. Nada, um silêncio gelado penetrava silenciosamente por entre os poros dos meus sentidos, lançando achas de fel no fundo do meu orgulho. Perco a noção do tempo, a vida rodopia em meu redor e sem me aperceber caio desamparado, no pó que é presente. Estendido no empedrado do caminho, sinto a dureza do chão áspero que me ampara, e ouço o som de um peso pungente que se instala no meu corpo derrotado.
Que força é esta que me prende os movimentos e me dissolve em pequenas partículas mergulhadas, num desespero eterno?
De onde surgiu este desigual combate, apoiado pela pura violência de uma alma destroçada?
São meras deduções percebidas por uma certeza errante de um ser, que procura nas sensações, a resposta concreta para um problema da alma. A solução não faz parte do corpo, mas sim de uma forma etérea que nos mantém em constante crescimento através da alternância de sensações.