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quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Reflexão

Penso que hoje em dia já ninguém tem razões objectivas para continuar a achar que a realidade mundial, europeia e nacional, vai ao encontro do interesse de todos nós. Continuamos a assistir, de um modo preocupantemente indiferente, às atrocidades cometidas contra gente inocente e o seu habitat natural, que por não terem forma de ripostar, vão-se deixando dominar, acabando por perder a sua identidade social e moral. Tudo em nome do desenvolvimento económico, tecnológico e ciêntifico. Para o bem das Nações e dos seus Governantes...
Não somos nós, enquanto povo, suficientemente corajosos, dinâmicos e ousados para entender a necessidade de lutar contra a corrente implementada e acreditar que apenas através dos valores solidários, morais e éticos, alcançaremos a outra margem, e sem os quais seremos meros seguidores de políticas de corrupção e ganância.
Não temos nós tradição de grandes conquistadores, povo ousado e empreendedor, gente de grande coração, que perante causas solidárias, responde sempre de alma e coração em prol dos mais necessitados?
Não será esta altura de olharmos para dentro de nós e descobrir o que de melhor nos preenche a alma, de deixar-mos para trás queixumes de gente habituada a nunca ter sofrido verdadeiramente, e dedicar-nos com toda a força que temos, a contribuir para uma mudança efectiva das mentalidades? Não seremos nós capazes de incutir na sociedade uma consciência colectiva?
Penso que sim e que cada um de nós tem a obrigação de o fazer, se não por nós, pelos nossos descendentes. Julgo que não queremos carregar o peso de deixar em herança um conjunto de valores que de nada servem, para o seu crescimento efectivo!

domingo, 2 de novembro de 2008

AJUDA

Um dos objectivos pessoais que gostaria de poder vir a desenvolver, é o da ajuda solidária a quem dela necessita. Infelizmente é algo que nunca fez parte da minha vida, quer pela parte educacional, quer por vontade própria. Nunca passei por grandes necessidades e basicamente sempre tive aquilo que desejava, sem grande esforço ou trabalho. Tudo era bastante fácil e nunca me apercebi da realidade propriamente dita, com todas as suas armadilhas e enganos. Fui me deixando andar, até ao dia em que toda esta displicência se começa a pagar caro... Se ao menos os pais do nosso mundo se apercebessem do erro que cometem diariamente, ao comprarem as suas crianças, como desculpa egoísta para uma dificuldade, que passa por sentirem remorsos pelo tempo perdido, o que não lhes permite um redondo NÃO, quando isso se impõem. Talvez por isso seja tão importante uma consciencialização dentro da ajuda, neste mundo cruel, que canibaliza os sentimentos de moralidade e amor, com objectos de puro prazer material e simples luxúria. É preciso coragem para mudarmos, mas devê-mo-lo a eles!