segunda-feira, 13 de julho de 2009
Liberto-me...
Liberto-me do pó... Liberto-me dos bloqueios que me preenchem a vida... Liberto-me da atitude comodista de não avançar mais um passo... Liberto-me do véu que subtilmente me mantém aconchegado na ilusão... Liberto-me das recordações do passado... Liberto-me do medo do futuro, da morte... Liberto-me da identificação... Liberto-me da estupidez... Liberto-me da cegueira...Liberto-me do elo de ligações irracionais... Liberto-me das expectativas... Liberto-me dos sonhos... Liberto-me do desconfiar... Liberto-me do agarrar... Liberto-me mim... Liberto-me para ti... Liberto-me...
sexta-feira, 19 de junho de 2009
Desentendimento do AMOR
Maior parte das vezes que utilizamos a palavra Amor, fazemo-lo de forma inapropriada e totalmente descabida. Antes de tudo mais, todo o significado que queiramos incluir dentro dela, jamais representará a verdadeira essência do AMOR. Ao fazê-lo, estamos a criar amarras, fronteiras, formas, que limitam de maneira brutal, a natureza total do AMOR... Como consequência, se o podermos expressar por palavras, então é porque não o é!
Agora amo depois já não, amo-te a ti mas não aquele, amo-te assim e depois assado...
Dualidades... aquilo que nós conhecemos por Amor, mas que não o é...
O AMOR é a essência do Ser, e portanto não pode ser definido, apenas experiênciando em toda a sua abrangência, através de um libertar constante desse fluido, que inunda TUDO à nossa volta... Nesse estado, deixamos de existir enquanto Seres, para nos tornarmos em consciência pura.
Agora amo depois já não, amo-te a ti mas não aquele, amo-te assim e depois assado...
Dualidades... aquilo que nós conhecemos por Amor, mas que não o é...
O AMOR é a essência do Ser, e portanto não pode ser definido, apenas experiênciando em toda a sua abrangência, através de um libertar constante desse fluido, que inunda TUDO à nossa volta... Nesse estado, deixamos de existir enquanto Seres, para nos tornarmos em consciência pura.
Dualidade
A forma como somos educados desde o berço, por todas as pessoas e entidades que constituem a sociedade, empurra-nos para uma situação ilusória, onde a percepção da realidade é feita através da conjugação de uma infinidade de pontos, que quando agrupados, transmitem um mundo de dualidades. Assim, a forma como definimos tudo à nossa volta através de opiniões, pontos de vista, observações, análises, deduções, apenas espelham o conjunto de experiências dualisticas que nos caracterizam desde que nascemos. Até a forma como nos expressamos, através de palavras, sejam elas escritas ou faladas, representa uma abordagem demasiado linear, para que possam açambarcar a verdadeira natureza da realidade. O verdadeiro significado de uma palavra, apenas poderá ser explicada pela palavra oposta, o que por si só define a inconsistência das mesmas para mostrarem a verdadeira existência. Apenas poderão transmitir uma abordagem (de uma infinidade delas) dos diversos aspectos da vida. O facto da realidade ser reduzida a interpretações simbólicas da mesma, origina que nada possa existir se não puder ser apresentada de forma a poder ser interpretada por nós. Criam-se constantemente barreiras que delimitam algo, e para além das quais esse algo não existe. Barreiras que delimitam pontos, e sem as quais não conseguimos percepcionar nada.
Uma das grandes questões é como nos desligar desse programa que nos limita de forma tão dolorosa. Toda a dor do Mundo, quer seja ela física, psicológica, espiritual, pode ser expressa por esse condicionalismo que nos afasta da fonte, e da essência de nós próprios enquanto parte do todo, do Amor...
Uma das grandes questões é como nos desligar desse programa que nos limita de forma tão dolorosa. Toda a dor do Mundo, quer seja ela física, psicológica, espiritual, pode ser expressa por esse condicionalismo que nos afasta da fonte, e da essência de nós próprios enquanto parte do todo, do Amor...
domingo, 14 de junho de 2009
Minha querida irmã,
Antes de mais quero dar-te conta, da alegria que é, saber que vais passando no meu cantinho, de forma discreta, mas tão importante...
Em resposta à tua pergunta sobre o porquê da falta de actualização deste blog, apenas te posso dizer que apenas não tem acontecido... Apenas isso.
A vida para mim está a começar a ganhar um novo ritmo, um ritmo mais natural, mais lento, mais simples e muito mais interior. Tenho procurado focar-me mais no caminhante, pois sem este jamais existiria uma caminhada. Ao dar a oportunidade ao caminhante de ser apenas isso mesmo, estarei a criar uma caminhada muito mais bonita, relaxada, desimpedida... Quero permitir-me a mim próprio poder ser eu mesmo, sem complexos, medos e constrangimentos de qualquer espécie... Ser EU e com isso, inundar a caminhada com a essência que brotará desse reconhecimento.
Por vezes é complicado colocar por palavras, percepções que vamos retirando dessa exploração interior. Qualquer palavra jamais irá descrever a importância pessoal de tal experiência. E mesmo que o pudéssemos fazer, que valor estas teriam, para alguém que jamais estará no mesmo caminho que eu?
Vai aparecendo... mas se quiseres conversar, sabes por onde paro...
Beijos GRANDES
Antes de mais quero dar-te conta, da alegria que é, saber que vais passando no meu cantinho, de forma discreta, mas tão importante...
Em resposta à tua pergunta sobre o porquê da falta de actualização deste blog, apenas te posso dizer que apenas não tem acontecido... Apenas isso.
A vida para mim está a começar a ganhar um novo ritmo, um ritmo mais natural, mais lento, mais simples e muito mais interior. Tenho procurado focar-me mais no caminhante, pois sem este jamais existiria uma caminhada. Ao dar a oportunidade ao caminhante de ser apenas isso mesmo, estarei a criar uma caminhada muito mais bonita, relaxada, desimpedida... Quero permitir-me a mim próprio poder ser eu mesmo, sem complexos, medos e constrangimentos de qualquer espécie... Ser EU e com isso, inundar a caminhada com a essência que brotará desse reconhecimento.
Por vezes é complicado colocar por palavras, percepções que vamos retirando dessa exploração interior. Qualquer palavra jamais irá descrever a importância pessoal de tal experiência. E mesmo que o pudéssemos fazer, que valor estas teriam, para alguém que jamais estará no mesmo caminho que eu?
Vai aparecendo... mas se quiseres conversar, sabes por onde paro...
Beijos GRANDES
domingo, 10 de maio de 2009
Saudade
Ouvi por aí, que a saudade era o único sentimento verdadeiro.
A minha primeira reacção foi achar essa ideia inteiramente absurda, num contexto global de análise. Mas a verdade é que primeiramente devemos pesquisar ao nível do plano onde ela existe. Porque só aí ela poderá fazer sentido! Só aí poderá ser entendida!
O contexto em que se enquadra, permite que mediante um determinado entendimento da verdade da mesma, cheguemos a um estado de contemplação, que poderemos chamar essência. E essa não cria laços ou relações, pois ela é total... ao contrário da forma, que de uma maneira quase imperceptível, cria ligações a todos os níveis: emocional, psicológico, sexual, intelectual... e espalha a ideia da dualidade, das diferenças, cabendo à maioria de nós, o papel de meros peões, no jogo dos opostos! Eu aqui, Tu aí... Nós, Vós... Certo, Errado... Bonito, Feio...
E dessa crescente separação, criam-se laços para tentar unir a irrealidade, na tentativa de retornar a casa.
É nesse berço que nasce a saudade!
A sua importância vem do facto de ela própria se auto renovar, reforçando o elo que a desencadeia, através de uma dependêcia ilusória, como se fosse parte de nós.
Mas já agora, saudade de quê?
A vida renova-se a cada segundo, evocando o nascimento a cada passo dado.
Só aqui podemos estar presentes, encarando o êxtase de consecutivas oportunidades para crescermos. E é aí que nos devemos empenhar, é aí que existem todas as hipóteses... naquele preciso momento... onde toda a nossa atenção deve estar! Onde não existe saudade...
A minha primeira reacção foi achar essa ideia inteiramente absurda, num contexto global de análise. Mas a verdade é que primeiramente devemos pesquisar ao nível do plano onde ela existe. Porque só aí ela poderá fazer sentido! Só aí poderá ser entendida!
O contexto em que se enquadra, permite que mediante um determinado entendimento da verdade da mesma, cheguemos a um estado de contemplação, que poderemos chamar essência. E essa não cria laços ou relações, pois ela é total... ao contrário da forma, que de uma maneira quase imperceptível, cria ligações a todos os níveis: emocional, psicológico, sexual, intelectual... e espalha a ideia da dualidade, das diferenças, cabendo à maioria de nós, o papel de meros peões, no jogo dos opostos! Eu aqui, Tu aí... Nós, Vós... Certo, Errado... Bonito, Feio...
E dessa crescente separação, criam-se laços para tentar unir a irrealidade, na tentativa de retornar a casa.
É nesse berço que nasce a saudade!
A sua importância vem do facto de ela própria se auto renovar, reforçando o elo que a desencadeia, através de uma dependêcia ilusória, como se fosse parte de nós.
Mas já agora, saudade de quê?
A vida renova-se a cada segundo, evocando o nascimento a cada passo dado.
Só aqui podemos estar presentes, encarando o êxtase de consecutivas oportunidades para crescermos. E é aí que nos devemos empenhar, é aí que existem todas as hipóteses... naquele preciso momento... onde toda a nossa atenção deve estar! Onde não existe saudade...
quarta-feira, 29 de abril de 2009
A casa do Ser
Tantas perguntas nos atravessam o cérebro diariamente, e consequentemente nos transportam para uma tentativa de resposta quase inconsciente, que tomará a forma da nossa experiência e do seu percurso ao longo da vida. De uma infinidade de possibilidades, e sem sequer nos darmos disso, afunilamos a consciência universal, dentro de um tubo de ensaio. E ficamos deveras impressionados com isso, pois cada vez mais, inventamos formas de reduzir o espaço disponível dentro do vidro...
Quanto suportará o tubo??
Por vezes são muito frágeis e não suportam a pressão... partem-se, desaparecem enquanto vidro, para dar lugar ao TODO.
Noutras, apenas deixamos saltar a rolha, e deixar fluir a consciência, o infinito, o vazio... dentro de nós!
Quanto suportará o tubo??
Por vezes são muito frágeis e não suportam a pressão... partem-se, desaparecem enquanto vidro, para dar lugar ao TODO.
Noutras, apenas deixamos saltar a rolha, e deixar fluir a consciência, o infinito, o vazio... dentro de nós!
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