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terça-feira, 13 de abril de 2010

Amor

Por vezes quando me expresso, ainda dou por mim a perguntar porque o faço ou com que intenção. Tendo a interpretar e a ser interpretado por aquilo que Sou e depois acabo por me limitar a mim próprio como resultado dessa explicação. Diz-se que palavras levas o vento, eu próprio já o afirmei por demasiadas vezes, mas a verdade que também elas são uma forma de arte, e apenas perdem essa característica quando criamos expectativas sobre a sua acção na vida, ou quando analisadas por outras expressões da minha mente, resultantes de um percurso existêncial que nos caracteriza como experiências únicas e totalmente diferênciáveis. Mas e se eu não quiser dizer nada? E se fôr apenas um sorriso, que sem intenção, demonstra aquilo que Sou nesse momento. E se não concordarem com isso, o que muda em mim? Tudo se não me reconhecer, nada se me conhecer... As palavras são como tudo na vida, uma extensão do que Sou no Agora, simplesmente isso, nada mais. E só eu posso saber disso, pois não existe forma de o fazer perceber a todos os outros. Aqueles que o sabem como eu, sabem-no e pronto... nada muda... apenas a forma como nos criamos mais livremente na Existência... só isso... Sem correrias...
É um processo solitário, mas ao mesmo tempo unificador e agregador, pois passas a não esperar nada dos "outros", e tudo o que experiênciares é uma dádiva de Quem ÉS.
Todo o jogo se desenrola dentro de mim, e não existe nada para além de... Apenas Eu... e até isso não me representa...
Então, porque me limito? Ou será que não, e é apenas uma opção? Se o souber posso simplesmente mudar de Experiência,... se não me sentir satisfeito com a que tenho.
Agora... Sou Amor...

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

AMOR

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Ligações

Sinto a unidade dentro de cada um de nós, e nela reconheço que sou completo, sem nada para acrescentar. Tudo existe dentro de nós... o Yin e o Yang. É só uma questão de nós humanos reconhecer-mos essa verdade. Nós já somos Totais no Agora, apenas não o conseguimos expressar, porque pensamos que não somos. E esse é o processo da vida, o deixar ir de todas as limitações que nos afastam de nós,
não como aquilo que pode ser explicado, mas sim como o que não tem explicação. Mas se a própria vida é uma explicação, como podemos não o fazer? A questão não está no fazer, mas no estado de consciência com que o fazemos. Quando se cria expectativas sobre esse fazer, automaticamente criamos condicionamentos aqui e agora, que nos afastam da nossa essência. Portanto, já que temos que fazer, sejamos livres nesse acto divino de viver.
Sem esperanças ou desilusões, inícios ou conclusões. Apenas Ser e deixar que o fazer flua a partir desse estado de Amor.
Com esta perspectiva, sinto que as relações são mais uma experiência da vida, e devem ser alimentadas pela vontade de não querer nada delas. Apenas usufruir do Amor que liga dois Seres, sem constrangimentos ou divagações...
E quando essa relação deixa de ser a expressão desse estado de graça, então temos o dever da continuação separada, dos nossos caminhos do coração. Simples... enquanto formos felizes... independentemente da razão.
A vida é realmente simples e tenho a coragem de a expressar assim na minha realidade. Já fui complicado, já fiz muita coisa, já tive muito dinheiro, já... Agora, desaprendo o que me foi ensinado, pois só assim terei a força de continuar
a ser verdadeiro com o Amor que sou Eu. Aqui e Agora... em ÊXTASE!!
Revejo-me e sou feliz pelo que sinto...

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Modo de estar na vida...

Fala-se muito hoje em dia sobre espiritualidade, na forma como através deste processo de auto-conhecimento, percebemos e nos libertamos de todos os tormentos da vida... Como através deste regresso, aprendemos a desligar o interruptor que nos mantém ligados ao correr da vida e todos as suas contingências... E nós como realmente já estamos fartos de sofrer (designação para a experiência, que trás uma expressão dramática e intensa à rotina, e da qual retiramos sempre um ensinamento), até percebemos que se calhar vale a pena olhar para esta expressão de nós mesmos, e tentar encontrar algum alívio na mesma. Até porque começa a ser moda, realizar determinados rituais em grupo ou individualmente, que de espiritual só têm o nome... E porquê?? Pela simples razão de apelarem à descontínuidade do Todo, e apenas servirem como desculpa, para "verdadeiramente" estarmos a tentar fazer algo para mudar a rotina amarga a que chamamos vida, pois seria demasiado descabido que, após nos apercebermos que realmente isto não é o que queremos para nós, continuarmos viciados nesse jogo. Mas a verdade é que inconscientemente é exactamente isso que fazemos... Continuamos lá fora, no meio de um complexo e mais refinado jogo de ilusão, que nos mantém afastados do único lugar onde existe a verdadeira Paz. Dessas formas de expressão, só serão positivas aquelas que nos retiram obstáculos até ao vislumbre da entrada, mas nunca podendo obrigarnos a dar qualquer passo em frente, e muito menos inventar entradas ilusórias que apenas nos levam de volta à realidade pré-existente (apesar de uma forma disfarçada), substituindo as crenças que nos servem de base, por outras igualmente ilusórias... Voltamos ao tal movimento circular que caracteriza a nossa experiência neste planeta...
Fica sempre a nosso cargo a abertura daquela única porta que existe no nosso coração... Aí temos definitivamente de abraçar corajosamente o mergulho até ao nosso âmago, para que em total individualidade e silêncio, encontremos a unidade do Amor Incondicional... Nunca podemos parar antes, pois nada terá sido alcançado, a não ser desculpas de mau pagador e algumas histórias de café!!
No momento em que nos tocamos a nós próprios, não existe maneira de continuarmos a ser os mesmos actores desta peça teatral, pois a claridade e compreensão absolutas da Verdade Existencial, não o permite de outra forma, sendo totalmente descabido voltarmo-nos a afastar do único modo de estar na vida que é o AMOR INCONDICIONAL...
Não existe mais nada para além DELE, e apenas ELE pode transformar a nossa vida de maneira absoluta e verdadeira... NÃO EXISTE OUTRA FORMA!!!!!! Tudo se dissolve... É altura de nos deixarmos de desvios e atirar-nos para o abismo da Existência... Pela Iluminação...

Com AMOR

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

dar

Quando tocamos a essência e o elixir da existência começa a brotar, e já não podemos manter fechadas as comportas do nosso coração, ou entregamo-nos nas mãos da compaixão e damos asas ao verdadeiro altruísmo, ou simplesmente morremos sufocados pela incapacidade de simplesmente dar... A verdadeira vida só pode existir, se o único movimento for de dentro para fora, como um portal cujo o único sentido é o de saída... Não tem lógica que seja doutra maneira, pois o que temos para entregar a Deus, que não seja já parte dele? O que traz a dualidade de novo à eternidade? Nada, porque a primeira é já parte da segunda... O verdadeiro movimento também não vem acrescentar nada à vida, apenas vem libertá-la, dar-lhe uma segunda asa para voar, trazer o calor da primavera que derrete as neves do inverno, as primeiras chuvas de outono, que abatem o pó e alimentam as suas sementes... Uma dádiva do todo, para o todo...
E como pode esta dádiva ser percebida, no mundo dos sonhos? Não sei, apenas sei que tenho de deixar fluir... Por vezes a dor do ego faz-se presente, mas apenas a observo... Cresço com ela... Nada mais posso fazer... Apenas posso expressar a liberdade do silêncio...

segunda-feira, 13 de julho de 2009

E depois?

Realmente não sei o que vem depois! Não sei o que vou fazer, como o vou fazer, nem sequer aonde o vou fazer... Simplesmente não sei... Por vezes dou por mim a criar novas expectativas acerca de algo que penso poder ser o depois... E com isso desiludo-me novamente... O não saber simplifica tanto a vida, dá-lhe um novo perfume, um novo sentido...
Mas como me custa confiar! Existem sempre mil e uma razões para não o fazer, para me colocar no controlo do barco, para ser o mestre da embarcação... Ou assim o penso... pois o controlo é algo que me escapa totalmente, independentemente de pensar exactamente o contrário.
Mas isso pode ser muito bom, pois apenas me tenho que deixar de identificar com a fonte controladora. A vida segue no caminho oposto do controlo... Quanto mais penso que a possuo, mais ela me foge. A vida apenas pode existir quando confio, quando não existe controlo! Aí ela desabrocha como uma linda flor, e Deus torna-se realidade... Mas apenas aí! Apenas aí se mostra o amor, na forma de consciência e extâse... Nunca antes!

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Desentendimento do AMOR

Maior parte das vezes que utilizamos a palavra Amor, fazemo-lo de forma inapropriada e totalmente descabida. Antes de tudo mais, todo o significado que queiramos incluir dentro dela, jamais representará a verdadeira essência do AMOR. Ao fazê-lo, estamos a criar amarras, fronteiras, formas, que limitam de maneira brutal, a natureza total do AMOR... Como consequência, se o podermos expressar por palavras, então é porque não o é!
Agora amo depois já não, amo-te a ti mas não aquele, amo-te assim e depois assado...
Dualidades... aquilo que nós conhecemos por Amor, mas que não o é...
O AMOR é a essência do Ser, e portanto não pode ser definido, apenas experiênciando em toda a sua abrangência, através de um libertar constante desse fluido, que inunda TUDO à nossa volta... Nesse estado, deixamos de existir enquanto Seres, para nos tornarmos em consciência pura.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Sensibilidade

Desde que me lembro a sensibilidade tem feito parte de mim! Mas sempre a considerei como uma fraqueza pessoal, algo que não me permitia estar presente em acordo com aquilo que se pede de um ser social.
De forma mais ou menos consciente, fui escondendo esse facto dos outros e consequentemente de mim. Sentia-me vulnerável na sua presença e isso significava dôr, sofrimento, angústia e incapacidade de me sentir aceite pelos demais membros do meu meio circundante.
E eu queria ser aceite...
Portanto lutei, e ao lutar fui-me anulando! Fui-me escondendo atrás de mil e uma máscaras de uma demonstração capaz de me colocar em lugar de destaque, longe de uma insignificância isoladora e descriminatória.
Ai como eu lutei...
A cada batalha travada, mais um muro se erguia...
Porém a adrenalina ia-me fornecendo alguma satisfação, que se foi tornando cada vez mais breve e com consequências mais danosas, para mim e para os outros.
Eram vitórias demasiado efémeras e assim fui continuando a minha guerra. Cada vez mais longe...
Até que um dia, a vida mostrou-me que teria de parar, ou algo de drástico podia acontecer...
Não podia continuar esta insanidade totalmente desprovida de uma percepção verdadeira de eu próprio.
Lentamente comecei a entender que não podia continuar e comecei a tentar perceber o porquê dessas batalhas e as suas reais consequências.
Comecei por abrir uma pequena brecha, que me permitiu tocar de novo a essência escondida.
Tentei senti-la como parte de mim, e fui entrando.
Vislumbrei-a quase moribunda e decidi que a tinha de integrar em mim, em quem eu sou, na minha vida, na minha relação com o mundo à minha volta, pois só desse modo encontraria o meu caminho...
E a cada passo que dei senti-me mais confortável, mais alegre e completo... Sei que tenho de continuar a abrir-me a esta sensibilidade que me envolve com tanta força... dar-lhe voz, expressão, visibilidade...
É nessa fase que me encontro, no perceber de que forma o irei fazer...
Não se o irei fazer, pois isso está mais que entendido, mas como abrir a rotina a mim próprio, integrando a satisfação e amor na minha vida!
Estou muito grato pela oportunidade que me voltar a encontrar...

Povo Borboleta

Que lindos têm sido os dias após o Gathering... Sinto-me mais aberto a mim próprio, e na percepção da relação com o mundo à minha volta...
Tem sido fantástico integrar na minha rotina, o entender da simplicidade e a sua harmonia... No modo como trata os momentos mais despercebidos e os
integra na consciência de sermos quem somos... Por momentos, quase me sinto a pairar subtilmente sobre um fluxo de amor que me transporta de volta a casa...
Foi fantástico tê-los conhecidos a todo(a)s e obrigado por terem estado assim, livres de expectativas e desentendimentos, e que dentro da desigualdade se conseguisse saborear a unidade e o seu poder curativo...

Até breve e...

MUITO AMOR PARA TODOS!!!!

AHEI!!!!!!

terça-feira, 10 de março de 2009

A Identificação e o Conflito

A consciência de nós mesmos enquanto seres totais, é sem dúvida um dos pontos mais importantes no entendimento de uma realidade que maior parte das vezes se apresenta incompleta e demasiado cheia de tudo e de nada. Somos seres necessitados de aprendizagem, mas a forma como o fazemos não tem nada a ver com isso, mas sim com um absorver incessante de informação disponível, criando-se uma total identificação com uma parte desta, e um afastamento da verdadeira essência. O aprender requer uma atenção máxima, para nos mantermos vazios de identificação e consequente conflito inerente a esse estado psicológico. Grande parte de nós simplesmente criou uma dependência de tal modo forte com esse estado de hipnose, que criamos um medo terrível de procurar as respostas dentro de nós, naquele estado de acção que apenas é possível pela não identificação, pela ausência de rótulos, de opiniões vazias de real interesse. O aprender apenas se consegue pelo simplesmente ser, pelo estar presente naquele momento, onde o tempo não existe, e onde nos fundimos com a envolvência, e dela retiramos o alimento para a vida desprovida de atritos.
Respiremos fundo, bem dentro de nós, criando uma ponte, um acesso ao todo, à nossa origem, onde realmente pertencemos, e onde poderemos encontrar o Amor que procuramos desesperadamente...

segunda-feira, 2 de março de 2009

Amizade

O dia estava lindo (apesar da presença da chuva), e da Serra brotavam encantamentos de luz que me envolviam o corpo e me deixavam à mercê de um respirar perdido, entre montes e vales, a ribeira e o cume das árvores...
Cheguei receoso, e na incerteza do encontro esperado, tentei encontrar uma desculpa para desistir, voltar para trás...
Lutei e lá entrei... segui cauteloso, tentando manter-me protegido de mais um desajustamento pessoal.
Fui ficando, tentando entender o meu caminho, o meu sentido de posição no interior daquele grupo.
Pouco a pouco baixei as defesas, ao aperceber-me da abertura e franqueza nas reacções dos outros.
Senti-me bem, apesar da novidade, e contra toda a lógica entreguei-me... deixei-me levar... A envolvência e incondicionalidade disponibilizadas por todos (apesar de nunca me terem visto) foi arrebatadora, e não me pude conter... Verti algumas lágrimas num quebrar de barreiras, de medos, de fobias...
Que lindo que foi... Inesquecível...
Senti o Amor da pura relação humana, sem objectivos, sem expectativas, onde a Amizade nasce de livre e espontânea vontade...
Obrigado a todos que fizeram da inauguração da Zion Mountain & Meditation House, uma experiência de aprendizagem, no retorno a mim...

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Solidão

Procuro a solidão!
Dou asas a uma vontade interna, despida de ilusões e confusões, de me ausentar do fluxo contínuo que me empurra para uma incompetência pessoal, de apenas acumular e aceitar, continuando vazio de entendimento.
Isolo-me, não das pessoas, mas de uma realidade construída à minha volta, cheia de falsidades e artimanhas, criadas com o único sentido de me controlar e desgastar, de modo a nunca sentir vontade própria.
Fujo da escravidão de um sistema corrupto e diabólico, que me usa como mero instrumento produtivo que alimenta o monstro da ganância e corrupção, criando condições para ser eu próprio o alimento. A envolvência é tão arrebatadora, tão silenciosa, que por pouco não me apercebo da existência deste vírus, que me rouba a essência do simplesmente existir, e me apresenta a dureza da dependência psicológica e económica.
Só no vazio, na ausência, encontro forma de me aperceber desta loucura. Só aí estou verdadeiramente atento a mim próprio, às minhas vontades, ao meu caminho, a quem sou... Só posso estar totalmente presente, quando estou realmente ausente! Onde o libertar da sensibilidade é verdadeiramente entendido como um qualidade e uma forma simples de existência.
A totalidade integra-me no seu seio e tenho total percepção da sua existência, mas é neste desapego que a entendo e procuro, é nesta paz interior que me revejo como parte integrante de um todo, de uma forma comum que tem uma grande necessidade de ser amada.
A essência da vida está dentro de cada um de nós, na nossa grandeza espiritual, na nossa ligação ao universo, na capacidade de nos aceitarmos nas nossas diferenças, e de conseguirmos entender os nossos medos, os medos dos outros, o porquê da sua presença, e usarmos isso para o nosso crescimento, para o nosso encontro...
É nesta total ausência, que encontramos o amor...
Só temos que acreditar verdadeiramente nisso, e seremos colocados numa posição onde esse entendimento se tornará óbvio...

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

A minha vida...

Por vezes paro imóvel, por entre a eterna loucura, tentando equilibrar-me no chão onde me transporto. São meros instantes de lucidez, que brotam tímidos por entre as frinchas do meu ego, e me tocam o corpo com movimentos voláteis, de sabor a mel. Só eu estou presente, e tudo à minha volta flutua seguindo o seu trajecto habitual, sem querer imaginar a magia deste lugar, que me abriga e alimenta. É aqui que me procuro, onde a razão é uma mera desilusão e a contagem da vida volta sempre a um princípio. São momentos de coragem, clareza e visão, onde batalhas se travam sem qualquer violência... Provas de amor e total encantamento, onde as armas são feitas de ar e o pensamento, guiado pela moral, conquista louvores por tão memorável desempenho. Quero criar raízes e ficar por aqui, escondido... Mas não posso! Transporto-me de volta, tentando manter-me fiel ao que aprendi, seguro e capaz de me afirmar pelo que sou e não pelo que fazem de mim. Apenas eu, posso mudar a minha vida...
"Cada homem tinha apenas uma vocação genuína: descobrir o caminho que o levava a si próprio (...). A sua missão era descobrir o seu próprio destino - não um destino arbitrário - e vivê-lo em pleno, resolutamente dentro de si. O resto não passava de uma existência possível, uma tentativa de evasão, uma fuga em direcção aos ideais das massas, conformidade e medo da sua própria essência individual."
Demian, de Hermann Hesse

terça-feira, 1 de julho de 2008

Ode ao Sofrimento

Olho para ti e contemplo-me.
Vejo a minha alegria nos teus olhos
Choro!
A água afaga-me o rosto
Molha-me o ventre.
Deixo-me levar...
Já não sou gente,
Sou o carrasco de mim
Escondo-me no escuro.
Desisti...
Perco-me sozinho na dor
Cobarde por não lutar
Grito de raiva
Louco por desconhecer,
Que o eu em mim
Nunca esteve em ti!

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Seres Índigo

Hoje li um artigo sobre seres índigo. Mensageiros de uma nova era, estão aqui para nos ajudar na árdua tarefa da evolução. Seres encantados que transportam na sua génese os valores da consciencialização, que nos guiarão entre montes e vales, até atingirmos a essência do ser uno. Percebam e aprendam a conectar-se a estes guerreiros, assimilando o saber universal que transportam nos seus corações. Este é o tempo de mudar, quebrar amarras, romper barreiras, deixar fluir o que de mais belo existe dentro de todos nós. Acordem para a beleza da vida e todo o seu esplendor, apercebam-se das asas que vos crescem nas costas, ergam-se no ar e aventurem-se... não tenham medo. Dêem a mão a estes seres maravilhosos e deixem-se levar pelo rio de novas emoções, de volta à mais pura das inocências.