segunda-feira, 21 de julho de 2008

Reencontro

Como podem duas almas gémeas conspirar arduamente para a destruição do elo que alimenta a sua verdadeira identidade? Como é possível dois corpos de luz lutarem contra a força que os une na grandeza de um amor puro e real? Não me parece nada lógico e muito menos natural que deixemos invadir um santuário, e que sejamos nós próprios a mão que indica o caminho e mostra a porta do templo, ajudando na corrupção efectiva dos valores que aí estão enraizados, como pilares de sustentação que protegem a nossa alma dos caçadores furtivos. Minam-se as bases e tudo desmorona... pelo menos aquilo que interessa e importa! Simples desrespeito por nós próprios, falta de coragem de lutar, agrura no modo de actuar... E quando tudo se começa a esvair em pó e a ser levado pelo vento frio da tristeza, surge uma certeza inquestionável vinda de dentro de nós que nos mostra a indivisibilidade da unidade... Um sopro de vida na procura da semente da compreensão entre seres, que sempre viajaram juntos, lutaram juntos e celebraram juntos. Simplesmente foi feito para ser assim. Obrigado por esta oportunidade de voltar a ver o caminho correcto!!
Porto Côvo - FMM

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Violência Doméstica

Que raio de armadilha é esta que aprisiona o caçador? Gerações e gerações de aprendizagem, melhoramentos e acrescentos, numa torrente de boas práticas que nos orientam num objectivo de crescimento contrário. Estilos e coisas, eu tenho e tu não... poderes viciados e receios comuns! O medo transforma-nos em carne, monstros vazios, liberta o ódio, a irracionalidade de nos ferirmos a nós próprios, aos que nos rodeiam, aos próprios filhos... às nossas crianças! Sem piedade, nem apresentando qualquer tipo de dor, apenas destruindo mais uma oportunidade de realmente aprender a sermos felizes. Está tudo muito errado!!!! Não temos o direito de tomar nas nossas mãos o destino dos outros! Não temos o direito de violentar outro ser vivo, quer seja física ou psicologicamente! Parem cobardes... parem de de não serem gente, parem com esse narcisismo que vos alimenta o ego escuro de almas penadas, parem de se arrastar pelos trilhos rochosos da vossa existência... Percebam o alcance de tais actos de crueldade, pois isso afecta-nos a todos os que acreditamos no ser humano, na sua integridade, na sua beleza... Destroi a simplicidade e inocência das crianças, apaga-lhes o direito à vida... apenas porque é demasiado fácil não querer perceber!

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Portas fechadas...


Portas fechadas
Sem nenhum sentido
Vontades de ser
Num mundo perdido.
A alma desperta
O corpo desiste
Pensamento que avança
A rocha resiste.
A luta é interna
Sem sentido nenhum
A porta insiste
Sem senso comum.
Mas a mente é mais forte
O jogo tem fim
A porta é aberta
Bem dentro de mim.
Um grito liberto
Nas asas de um sonho
A vida desperta
No meu reencontro.

terça-feira, 1 de julho de 2008

Ode ao Sofrimento

Olho para ti e contemplo-me.
Vejo a minha alegria nos teus olhos
Choro!
A água afaga-me o rosto
Molha-me o ventre.
Deixo-me levar...
Já não sou gente,
Sou o carrasco de mim
Escondo-me no escuro.
Desisti...
Perco-me sozinho na dor
Cobarde por não lutar
Grito de raiva
Louco por desconhecer,
Que o eu em mim
Nunca esteve em ti!

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Seres Índigo

Hoje li um artigo sobre seres índigo. Mensageiros de uma nova era, estão aqui para nos ajudar na árdua tarefa da evolução. Seres encantados que transportam na sua génese os valores da consciencialização, que nos guiarão entre montes e vales, até atingirmos a essência do ser uno. Percebam e aprendam a conectar-se a estes guerreiros, assimilando o saber universal que transportam nos seus corações. Este é o tempo de mudar, quebrar amarras, romper barreiras, deixar fluir o que de mais belo existe dentro de todos nós. Acordem para a beleza da vida e todo o seu esplendor, apercebam-se das asas que vos crescem nas costas, ergam-se no ar e aventurem-se... não tenham medo. Dêem a mão a estes seres maravilhosos e deixem-se levar pelo rio de novas emoções, de volta à mais pura das inocências.

domingo, 29 de junho de 2008

Aquilo que me marcou... o nascimento do meu filho


Foi este o ponto mais marcante de toda a minha existência, não apenas pelo momento em si, mas principalmente por todos os novos sentimentos que surgiram, dando um novo sentido e orientação à minha vida.
Nunca pensei que teria filhos, não apenas por achar que não tinha perfil para pai (talvez induzido por uma vivência pessoal), mas também pelo meu entendimento das relações amorosas. Nunca podemos abafar o nosso verdadeiro eu, em sociedade ou em família, sem recebermos de volta uma mão cheia de frustrações, desilusões, tristezas e agressões. Temos o dever de sermos justos connosco e com os outros, e de modo algum podemos continuar num compromisso, onde verdadeiramente não estamos, influenciando negativamente a vivência do cônjuge e criando falsas expectativas. No meu caso pessoal, esta necessidade de mudança que sempre existiu em mim, cria-me uma necessidade de reclusão e alheamento espiritual, que maior parte das vezes não é percebido como tal. A posse e o consequente ciúme são sentimentos negativos, que não levam nada de bom para dentro de uma relação. E acreditem que nunca houve razões para isso. Em relação à mãe do meu filho... saiu a companheira que deu lugar à amiga, e espero conservá-la por muito tempo. Tudo se tornou mais fácil...
De volta ao meu bébé, é também por ele que quero fazer algo realmente importante e com significado na minha vida, de modo a deixar-lhe em testamento muito mais que meros bens materiais e experiências de nada.
A consciência do acordar para uma vida com sentido...

sábado, 28 de junho de 2008

O que raio sabemos nós?

O sentimento de mudança está cada dia mais presente. Muitas das vezes não é claro, surge timidamente entre uma torrente de pensamentos e ideais de castração, que nos remetem para um conjunto de processos rotineiros e vazios a que chamamos vida. Sinto que cada vez faz mais sentido, questionar-me sobre tudo o que sou neste momento e que caminho quero percorrer. Serei eu esta pessoa que me apresento, ou sou apenas um reflexo controlado da realidade que me rodeia? Será esta a mesma para todos ou cada um de nós cria a sua própria, com base na nossa vivência? Por curioso que pareça, todas as respostas a quaisquer questões levantadas, só poderão ser respondidas por nós próprios. Para isso temos que mudar a nossa percepção sobre tudo. Esquecer o que nos foi induzido e recomeçar de novo! Termos a coragem para o fazermos de forma concreta e real, sem tentarmos encontrar desculpas e atritos à mudança, sobre as mais diferentes formas que a nossa consciência, subtilmente, consegue inventar.
Sinto de novo alento e força para continuar, vejo um mundo de novas possibilidades que realmente me fazem vibrar. E o mais fantástico é o facto de, quanto mais acreditares neste novo desígnio, mais novas oportunidades serão criadas, orientando-te nas tuas escolhas e dando-lhe um sentido. Precisamos acreditar que somos muito mais do que aquilo que apresentamos... simplesmente porque somos!! A GRANDEZA ESTÁ EM NÓS!!
Vejam o filme que dá nome a esta mensagem pois é simplesmente fantástico, na maneira como aborda a consciencialização e nos torna cientes dela. Mostra como a ciência se cruza com a espiritualidade, para justificar estas novas ideias, dando-lhe uma forma mais assimilável, retirando o vector descrença e utopia deste cenário.